HARVARD
ERROU
Meu sonho de
infância por todos zombado era o de estudar em Harvard, e, até o dia de hoje,
meu foco sempre foi trabalhar para lá estudar, e, tendo oportunidade, ministrar
aulas ao final do doutorado.
Diante
do fato recente adiante transcrito, fiquei no dilema entre acalentar o sonho ou
deixar para traz, em virtude do erro que vou apontar de Harvard, que,
certamente, não me deixará passar da fase de admissão.
Estabelecido
o dilema tinha que pesar a importância entre apontar o erro ou acalentar o
sonho, e, o relevo que traria para a existência e o sistema universitário,
apontar o erro de uma universidade.
A
comenda de doutor honoris causa, prescinde da notabilidade da atividade
acadêmica associada à vida prática impecável.
O
pecado que vou relatar é o descaso da ciência no trato da prática da vida
acadêmica, em atitudes com reflexo extremamente penoso para o meio
universitário até o presente momento.
Proponho
desde já as universidades do mundo inteiro, cuidar de ao conferir o prêmio de
doutor honoris causa não o entreguem a um criminoso, ou suspeito de atividade
criminal, ou que possa a imagem do agraciado, se confrontada com a realidade
não possa manchar a imagem da instituição.
A
Universidade de Coimbra deu o prêmio de doutor honoris causa a Lula, ex
presidente do Brasil, mas infelizmente o trabalho na área social, demonstrou
incompatível com as mazelas encontradas em sua administração, no tocante à
corrupção.
Não
vou falar que tenha sido corrupto, porque ainda não condenado, mas que minha
crença pessoal é de que esteja envolvido, disto não tenho a menor dúvida, mais
do que isto, o esquema armado no governo Lula tem a característica de proteção
do líder, para depois buscar algum benefício.
O
fato é que a administração desastrosa na área da corrupção ou desmantelamento
do estado, à custa da ignomínia se torna atividade incompatível com a vida
universitária, portanto impassível de recebimento do título de doutor honoris
causa.
Quero
declarar não ter inveja de quem o recebe, porque já cometi pecados em minha
vida o suficiente para não o receber, por isto, tenho senso crítico dos fatores
limitadores do recebimento da comenda.
Se
a atividade política desempenhada com incúria, deixando liderados ao desgoverno
não for incompatível com a comenda, me desculpem o exagero, Hitler poderia
receber a comenda, apesar dos horrores que cometeu pelo livro “mein camp”,
o que é inconcebível no sistema universitário, por limitador natural e lógico
evidenciado pelos horrores do circo de maldades por este praticado.
Fernando
Henrique Cardoso - FHC no Brasil, tratou de desaparelhar o Estado brasileiro,
desempenhando com desenvoltura sem igual a venda de instituições públicas
criadas e vividas com suor e sacrifício do povo brasileiro, e, sobretudo,
rentáveis aos fins públicos a que se destinavam;
As
instituições financeiras estaduais, na forma de economia mista em favor de economias
maiores, tornando as economias locais a margem do desenvolvimento econômico foi
a atitude mais bestial e comezinha a ser cometida por um governante em atitude
incompatível com o trato universitário.
O
cientista se evidencia por ser aliado da ciência e da razão, e, quando sai do
laboratório para a prática, não se deixa levar por argumentos destoados da
razão.
Desmonte
do Estado, quando seria possível criar instituições sérias de fiscalização e
controle, ou melhor, tratar de dar melhores condições de natureza legal para as
instituições de controle já existentes era a atitude esperada por administrador
público cientista.
Populista
deixou a ciência de lado, para tramar contra a coisa pública, vendendo
patrimônio que não era seu e que poderia ter evitado a lava jato por prevenção,
não deixou o barco sem prumo, e, tratou de desembarcar ciente que iria a pique.
Qualquer
pessoa que é sabidamente mais aquinhoada com a porção de inteligência que faz
uso da razão sabia que o destino político do país pendia para a esquerda, e,
que deixar o governo ao dessabor da corrupção seria o legado que envergonharia
todo os brasileiros e seres humanos, porque o germe da corrupção foi ali estabelecido.
Não
se pode falar que FHC, Lula ou Dilma tenham se adonado de valores públicos,
porém o que se pode falar, sem margem de dúvida, é que foram incapazes de domar
a corrupção com instituições sérias como a Polícia Federal, Ministério Público
e Judiciário realizando atividades preventivas que não renderiam holofotes mas
renderiam a salvação da coisa pública hoje a descoberto, vivendo o país em
estado de letargia refém do passado e da lava jato.
Não
sou contra a lava jato, mas se trata de operação necessária para redimir o
passado, e, sequer apontou o cume do iceberg, mas o Brasil, parou atônito com
as informações reveladas a todo instante, e, que, o principal prejudicado da
falta de atitudes da retomada do desenvolvimento é o povo, que paga impostos e
é honesto, acreditem ou não.
Milito
há 14 anos como advogado na área de controle de garantia de estado dada pelo
falecido governador do Estado de Santa Catarina, na instituição do Banco
estadual denominado BESC em 1961, pelo então Governador Celso Ramos, que mais
iluminado FHC, parece que previa que alguém do estilo de FHC chegasse ao poder,
querendo se apoderar da coisa pública, fazendo dela uso individual.
A
coisa pública não é divisa, não pode ser fracionada ou destinada ao particular,
o que pode o particular, em exercendo a atividade pública por viés da
iniciativa privada é suprir lacunas, sempre sob o prisma da precificação e
eficácia exigida para todos atingir, sem prescindir de evitar a roubalheira.
Não
foi vendendo o que não era seu que FHC exerceu papel de líder, pelo contrário,
ali o desvaleu, ali, quando a ciência clamava por solução a altura do meio
universitário, cedeu aos encantos da serpente, e, tomado de veneno, acabou por
alienar sem critério a coisa pública.
FHC
traiu o brasil, a coisa pública e a ciência, todos os dados referentes a sua
atividade política estão disponíveis nas redes sociais e nos órgãos de
imprensa, estar ao lado de governantes não torna o líder mais legitimo se dele
se deturparam as funções.
Instituições
sérias e que estão a serviço da população não podem ser desmanteladas e serem
agraciadas com a comenda de doutor honoris causa.
Sinto
muito Harvard, penso que trabalhar há 14 anos em causa com o nível de
dificuldade que esta tem me deixou mais preparado para o debate do que é
saudável e rende louros ao meio universitário.
As
universidades precisam estar imunes a ação de pessoas que podem estar nos meios
acadêmicos produzindo atividades de louvor, mas no meio da ação envergonharem a
produção científica.
Sobretudo,
o peso da produção para o agraciamento da láurea de honoris causa, deve ter o
contrapeso da produção do escrevem da pessoa agraciada.
Dizem
que o cavalo deve morrer para alegria do abutre, ou seja, não fosse o erro
cometido por Harvard, que peço a devida venia, por todo o texto, não teria eu
como escrever estas linhas.
Contraponho
dizendo que, apesar da honraria do trabalho honesto que pratico honrando meu
juramento de meu grau universitário, preferia ter encontrado outra atividade a
ter esta que aponta os erros cometidos, erro estes que são chaga cancerígena praticada
por administrador da coisa pública que não honrou a atividade de político, no
estrito sendo da palavra.
No
Brasil, dizem que FHC se assemelha ao príncipe de Maquiavel, digo que já pensei
desta forma, depois vi que estava fazendo igual a Harvard, dando louros a quem
não merece, mais do que isto a dar a Spielberg que foi o orador em nome do
grupo, só deu crédito a crença que FHC que aparente se sentir mais agraciada com
a porção divina que os demais viventes, foi vaticinado com a crença de que faz
parte do grupo de criação de ET, ou melhor nivelado a este.
Mesmo
que FHC fosse um ET, ainda assim não teria o direito de fazer mal-uso da coisa
pública, o problema é que Spielberg para ser notabilizado fez uso de sua
capacidade de trabalho para encantar as pessoas com o cinema, nunca tendo sido
Presidente, enquanto FHC encantou enquanto ludibriava o povo a agora HARVARD
que errou ao dar o prêmio mais sensível da atividade externa da Universidade a
quem não merece.
Quando
a comenda de honoris causa é dada, senhores e senhoras da direção universitária
de Harvard, a instituição passa a se comprometer com a comenda e com a imagem
de quem a possui, se solidarizando com a imagem da pessoa, o que a pessoa faz
espelha em Harvard, seus erros e acertos ficam sob o crivo da crença pública,
desta forma atesta erros, significa concordar e trazer para o meio
universitário o erro em procedendo do administrador público que age com
incúria. Meus pêsames Harvard, infelizmente neste episódio errou.
Brasil,
27 de maio de 2016
Hélio
Barreto dos Santos Filho
heliobsf@terra.com.br
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