sexta-feira, 27 de maio de 2016

HARVARD ERROU






HARVARD ERROU



Meu sonho de infância por todos zombado era o de estudar em Harvard, e, até o dia de hoje, meu foco sempre foi trabalhar para lá estudar, e, tendo oportunidade, ministrar aulas ao final do doutorado.

Diante do fato recente adiante transcrito, fiquei no dilema entre acalentar o sonho ou deixar para traz, em virtude do erro que vou apontar de Harvard, que, certamente, não me deixará passar da fase de admissão.

Estabelecido o dilema tinha que pesar a importância entre apontar o erro ou acalentar o sonho, e, o relevo que traria para a existência e o sistema universitário, apontar o erro de uma universidade.

A comenda de doutor honoris causa, prescinde da notabilidade da atividade acadêmica associada à vida prática impecável.

O pecado que vou relatar é o descaso da ciência no trato da prática da vida acadêmica, em atitudes com reflexo extremamente penoso para o meio universitário até o presente momento.

Proponho desde já as universidades do mundo inteiro, cuidar de ao conferir o prêmio de doutor honoris causa não o entreguem a um criminoso, ou suspeito de atividade criminal, ou que possa a imagem do agraciado, se confrontada com a realidade não possa manchar a imagem da instituição.

A Universidade de Coimbra deu o prêmio de doutor honoris causa a Lula, ex presidente do Brasil, mas infelizmente o trabalho na área social, demonstrou incompatível com as mazelas encontradas em sua administração, no tocante à corrupção.

Não vou falar que tenha sido corrupto, porque ainda não condenado, mas que minha crença pessoal é de que esteja envolvido, disto não tenho a menor dúvida, mais do que isto, o esquema armado no governo Lula tem a característica de proteção do líder, para depois buscar algum benefício.

O fato é que a administração desastrosa na área da corrupção ou desmantelamento do estado, à custa da ignomínia se torna atividade incompatível com a vida universitária, portanto impassível de recebimento do título de doutor honoris causa.

Quero declarar não ter inveja de quem o recebe, porque já cometi pecados em minha vida o suficiente para não o receber, por isto, tenho senso crítico dos fatores limitadores do recebimento da comenda.

Se a atividade política desempenhada com incúria, deixando liderados ao desgoverno não for incompatível com a comenda, me desculpem o exagero, Hitler poderia receber a comenda, apesar dos horrores que cometeu pelo livro  “mein camp”, o que é inconcebível no sistema universitário, por limitador natural e lógico evidenciado pelos horrores do circo de maldades por este praticado.

Fernando Henrique Cardoso - FHC no Brasil, tratou de desaparelhar o Estado brasileiro, desempenhando com desenvoltura sem igual a venda de instituições públicas criadas e vividas com suor e sacrifício do povo brasileiro, e, sobretudo, rentáveis aos fins públicos a que se destinavam;

As instituições financeiras estaduais, na forma de economia mista em favor de economias maiores, tornando as economias locais a margem do desenvolvimento econômico foi a atitude mais bestial e comezinha a ser cometida por um governante em atitude incompatível com o trato universitário.

O cientista se evidencia por ser aliado da ciência e da razão, e, quando sai do laboratório para a prática, não se deixa levar por argumentos destoados da razão.

Desmonte do Estado, quando seria possível criar instituições sérias de fiscalização e controle, ou melhor, tratar de dar melhores condições de natureza legal para as instituições de controle já existentes era a atitude esperada por administrador público cientista.

Populista deixou a ciência de lado, para tramar contra a coisa pública, vendendo patrimônio que não era seu e que poderia ter evitado a lava jato por prevenção, não deixou o barco sem prumo, e, tratou de desembarcar ciente que iria a pique.

Qualquer pessoa que é sabidamente mais aquinhoada com a porção de inteligência que faz uso da razão sabia que o destino político do país pendia para a esquerda, e, que deixar o governo ao dessabor da corrupção seria o legado que envergonharia todo os brasileiros e seres humanos, porque o germe da corrupção foi ali estabelecido.

Não se pode falar que FHC, Lula ou Dilma tenham se adonado de valores públicos, porém o que se pode falar, sem margem de dúvida, é que foram incapazes de domar a corrupção com instituições sérias como a Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário realizando atividades preventivas que não renderiam holofotes mas renderiam a salvação da coisa pública hoje a descoberto, vivendo o país em estado de letargia refém do passado e da lava jato.

Não sou contra a lava jato, mas se trata de operação necessária para redimir o passado, e, sequer apontou o cume do iceberg, mas o Brasil, parou atônito com as informações reveladas a todo instante, e, que, o principal prejudicado da falta de atitudes da retomada do desenvolvimento é o povo, que paga impostos e é honesto, acreditem ou não.

Milito há 14 anos como advogado na área de controle de garantia de estado dada pelo falecido governador do Estado de Santa Catarina, na instituição do Banco estadual denominado BESC em 1961, pelo então Governador Celso Ramos, que mais iluminado FHC, parece que previa que alguém do estilo de FHC chegasse ao poder, querendo se apoderar da coisa pública, fazendo dela uso individual.

A coisa pública não é divisa, não pode ser fracionada ou destinada ao particular, o que pode o particular, em exercendo a atividade pública por viés da iniciativa privada é suprir lacunas, sempre sob o prisma da precificação e eficácia exigida para todos atingir, sem prescindir de evitar a roubalheira.

Não foi vendendo o que não era seu que FHC exerceu papel de líder, pelo contrário, ali o desvaleu, ali, quando a ciência clamava por solução a altura do meio universitário, cedeu aos encantos da serpente, e, tomado de veneno, acabou por alienar sem critério a coisa pública.

FHC traiu o brasil, a coisa pública e a ciência, todos os dados referentes a sua atividade política estão disponíveis nas redes sociais e nos órgãos de imprensa, estar ao lado de governantes não torna o líder mais legitimo se dele se deturparam as funções.

Instituições sérias e que estão a serviço da população não podem ser desmanteladas e serem agraciadas com a comenda de doutor honoris causa.

Sinto muito Harvard, penso que trabalhar há 14 anos em causa com o nível de dificuldade que esta tem me deixou mais preparado para o debate do que é saudável e rende louros ao meio universitário.

As universidades precisam estar imunes a ação de pessoas que podem estar nos meios acadêmicos produzindo atividades de louvor, mas no meio da ação envergonharem a produção científica.

Sobretudo, o peso da produção para o agraciamento da láurea de honoris causa, deve ter o contrapeso da produção do escrevem da pessoa agraciada.

Dizem que o cavalo deve morrer para alegria do abutre, ou seja, não fosse o erro cometido por Harvard, que peço a devida venia, por todo o texto, não teria eu como escrever estas linhas.

Contraponho dizendo que, apesar da honraria do trabalho honesto que pratico honrando meu juramento de meu grau universitário, preferia ter encontrado outra atividade a ter esta que aponta os erros cometidos, erro estes que são chaga cancerígena praticada por administrador da coisa pública que não honrou a atividade de político, no estrito sendo da palavra.

No Brasil, dizem que FHC se assemelha ao príncipe de Maquiavel, digo que já pensei desta forma, depois vi que estava fazendo igual a Harvard, dando louros a quem não merece, mais do que isto a dar a Spielberg que foi o orador em nome do grupo, só deu crédito a crença que FHC que aparente se sentir mais agraciada com a porção divina que os demais viventes, foi vaticinado com a crença de que faz parte do grupo de criação de ET, ou melhor nivelado a este.

Mesmo que FHC fosse um ET, ainda assim não teria o direito de fazer mal-uso da coisa pública, o problema é que Spielberg para ser notabilizado fez uso de sua capacidade de trabalho para encantar as pessoas com o cinema, nunca tendo sido Presidente, enquanto FHC encantou enquanto ludibriava o povo a agora HARVARD que errou ao dar o prêmio mais sensível da atividade externa da Universidade a quem não merece.

Quando a comenda de honoris causa é dada, senhores e senhoras da direção universitária de Harvard, a instituição passa a se comprometer com a comenda e com a imagem de quem a possui, se solidarizando com a imagem da pessoa, o que a pessoa faz espelha em Harvard, seus erros e acertos ficam sob o crivo da crença pública, desta forma atesta erros, significa concordar e trazer para o meio universitário o erro em procedendo do administrador público que age com incúria. Meus pêsames Harvard, infelizmente neste episódio errou.





Brasil, 27 de maio de 2016



Hélio Barreto dos Santos Filho

heliobsf@terra.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário